Saia da Lei e Permaneça na Graça

“Não con ie em seu próprio amor pelo Senhor, mas descanse no amor d’Ele  por você”
Mesmo sendo crentes do Novo Testamento, ainda podemos viver como se estivéssemos na lei do Velho Testamento. Na verdade, num mesmo dia podemos alternar momentos na lei e outros na graça. Nã o se preocupe isso é normal. Ainda estamos avançando, pois nossa mente foi condicionada a pensar sempre nos termos da lei, e não da graça.
No entanto, precisamos vigiar, e para isso é fundamental entendermos todas as formas que a lei e a graça podem assumir em nosso dia a dia. Quero colocar sete paralelos entre a lei e a graça. Procure vigiar para permanecer na graça.

1-Lei é favor merecido; graça é favor imerecido

Se você crê no evangelho, você será conduzido ao sucesso, saú de, vida, paz, p r o s p e r i d a d e , v i t ó r i a , p r o t e ç ã o , segurança, restauração e muito mais. Você nã o recebeu pouca graça, mas recebeu uma abundante e transbordante graça. Nã o creia em um evangelho com uma pequena graça, o verdadeiro evangelho promete in initas bênçãos porque procede de uma graça abundante.

(Rm 5.17) Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.

(Rm 4.13,14) Deus prometeu a Abraão e aos seus descendentes que o mundo ia pertencer a eles. Essa promessa foi feita não porque Abraão tinha obedecido à lei, mas porque ele havia crido em Deus e havia sido aceito por ele. 14 Pois, se aqueles que obedecem à lei vão receber o que Deus prometeu, então a fé é inútil, e a promessa de Deus não tem valor.{NTLH}

A Velha Aliança é baseada na lei. A  lei é favor MERECIDO – quando você o b e d e c e p e r f e i t a m e n t e a o s mandamentos, então é abençoado. Mas a graça é favor IMERECIDO – o Senhor Jesus obedeceu perfeitamente, então você é abençoado quando crê n’Ele.

2-Lei é buscar ter justiça própria, graça é receber a justiça de Cristo

(Fp 3.9) e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;

A graça é o evangelho, e o evangelho é uma pessoa: Cristo. Graça não é teologia. Não é uma doutrina. A graça veio com Cristo porque Ele pró prio é a graça que se fez gente. Cristo é a graça e a verdade. Se conhecemos a verdade, que é a graça, então somos libertos.

(Jo 1.17) Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.

E􀀁 a mensagem do evangelho da graça que gera fé em nosso coração. Numa ocasiã o, Paulo estava pregando e um homem paralıt́ ico se encheu de fé para ser curado. Aquele homem tinha nascido aleijado e talvez pensasse que sua condição fosse resultado de uma punição divina, mas quando ouviu sobre o perdão dos pecados, imediatamente se encheu de fé e foi curado

(At 14.8,10) Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar. 9 Esse homem ouviu falar Paulo, que, ixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado,10 disse-lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava.

Em (Rm 10.17) Logo a fé vem pelo ouvir, e o ouvir vem pela palavra de Cristo. {TB}
Somente a palavra de Cristo pode gerar fé , e a palavra de Cristo é a mensagem do evangelho de que fomos perdoados e justi icados em Cristo. Era esse evangelho que Paulo pregava e que encheu aquele paralıt́ ico de fé.
(At 13.38,39) Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste; 39 e, por meio dele, todo o que crê é justi icado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justi icados pela lei de Moisés.
Todos nó s estamos sujeitos ao pecado, mas diante de Deus você agora é justo. Essa verdade, porém, é recebida por fé. A Bíblia declara que o justo vive pela fé (Rm 1.17).

3 – Lei é demanda ; Graça é provisão

Pense sempre em termos de provisã o. Não pense em termos de demanda. Esta é uma maneira de fazer distinção entre a lei e a graça. O que é lei? Lei é demanda, é exigê ncia, é Deus demandando algo do homem. O que é graça? Graça é provisão, é Deus suprindo você para fazer aquilo que Ele mesmo exigiu.
Quem vive em termos de demanda está sempre debaixo de pressã o e angú stia. Quem pensa em termos de suprimento descansa, porque ele sabe que Deus, em sua riqueza e gló ria, vai supri-lo em todas as suas necessidades. Jesus nunca pensava em termos de demanda, mas de suprimento. Os discı́pulos disseram a Jesus que Ele precisava mandar o povo embora porque já era tarde e não tinham comido nada. O que o Senhor responde? Dê você s mesmos comida ao povo. Felipe fez as contas e disse ao Senhor: “Vamos precisar de tantos mil dená rios para suprir este povo todo”. Pensamento de demanda gera sempre desâ nimo e frustraçã o. O Senhor falou para dar alimento ao povo. O mesmo Deus que permite a demanda Ele pró prio vai trazer o suprimento.

4-Lei é o que você é para Deus; graça é o que Deus é para você

(Rm 6.14) Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. O pecado não terá domínio sobre você; porque você não estar debaixo do que você tem que ser para Deus, você agora estar debaixo do que Deus é para você.

Lei é o que você é para Deus, mas graça é o que Deus é para você. O que Deus é para mim? Ele é justiça, sabedoria, redenção e salvação. Ele é minha cura e saú de. Ele é minha torre forte, minha defesa, meu libertador, protetor e provedor. Ele é tudo para mim. Quanto mais você está consciente do que Deus é para você em Cristo, mais graça você recebe. Se você está sempre pensando no que você é para Deus, você estará de forma prática debaixo da lei. E este é o motivo por que coisas ruins têm domıń io sobre a sua vida.
A lei o faz ocupado consigo mesmo, sempre cheio de introspecção, mas a graça o faz sempre ocupado com Cristo. E quanto mais você o contempla e medita no que Ele é para você, mais favor você recebe e mais transformação acontece.

5-A lei nos faz conscientes de nós mesmos; a graça nos faz conscientes de Cristo

A origem de toda dor e tristeza em nossa vida é o eu, o ego. Quando vivemos focados no ego, perdemos o favor. A maneira de sermos livres de uma vida focada no eu é estarmos conscientes de Cristo e entendermos que Ele agora é a nossa verdadeira identidade. Tudo o que Ele é nó s somos neste mundo.

( 1 J o 4 . 1 7 ) N i s t o é e m n ó s aperfeiçoado o amor, para que, no D i a d o J u í z o , m a n t e n h a m o s con iança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo.

Quando você encontra Cristo, você encontra a si mesmo, pois você está n’Ele.

(2Co 3.18) E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.

Por isso, é tão importante contemplar o Senhor e conhecer o que Ele é e o que Ele possui, porque tudo o que Ele é e tem nos pertence também. Quando o contemplamos, somos transformados, de forma espontânea, sem nem estarmos conscientes da mudança, na pró pria imagem do Senhor. Este é o verdadeiro cristianismo.
Enquanto Pedro ixou seus olhos em Jesus, ele pô de andar sobre as águas, mas no momento em que deu crédito ao inimigo e começou a olhar para a força do mar e do vento ao redor, ele começou a submergir.

(Mt 14.28,32) Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas.29 E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. 30 Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!31 E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste?32 Subindo ambos para o barco, cessou o vento.

Precisamos entender que há uma diferença entre familiaridade e intimidade. Os discípulos andaram com Jesus, comeram com Ele, acordaram de manhã com o Senhor e a todo lugar que o Senhor ia eles iam também. No entanto, nenhum deles pôde ser comparado com o centurião que se encontrou com Jesus uma ú nica vez e sabia quem era o S e n h o r. O s d i s c ı́ p u l o s e s t a v a m familiarizados, mas o centuriã o conheceu a intimidade.

Maria esteve aos pés do Senhor uma ú nica vez, mas ela o conheceu mais intimamente que qualquer discı́pulo que andava todo o dia com Jesus. Nó s hoje podemos estar manuseando coisas espirituais e mesmo assim estar apenas familiarizados com essas verdades.
Davi é um tipo do Senhor Jesus, o rei ungido e rejeitado. E quando Davi estava peregrinando de caverna em caverna fugindo pelo deserto, houve um grupo de homens que se identi icou com ele em seus sofrimentos. Mas houve um amigo de Davi, chamado Jô natas, que não o seguiu, e nem se identi icou como seguidor de Davi.
Jô natas amava Davi e em muitas ocasiõ es o abençoou chegando mesmo a fazerem uma aliança. Mas eu creio que ele falhou quando não quis se identi icar com Davi, estar onde Davi estava. Como resultado, ele morreu muito jovem, muito cedo. Mas entre aqueles que se identi icou com Davi, nenhum deles morreu. Quando Davi foi coroado rei, eles reinaram com Davi como capitães de cem e de milhares.
Hoje, o nosso rei Jesus está à destra de Deus Pai, mas Ele espera que nos identif (Ag 2.11,13) Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Pergunta, agora, aos sacerdotes a respeito da lei: 12 Se alguém leva carne santa na orla de sua veste, e ela vier a tocar no pão, ou no cozinhado, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outro mantimento, icará isto santi icado? Responderam os sacerdotes: Não. 13 Então, perguntou Ageu: Se alguém que se tinha tornado impuro pelo contato com um corpo morto tocar nalguma destas coisas, icará ela imunda? Responderam os sacerdotes: Ficará imunda.iquemos com Ele. Quando nos identificamos com Ele, temos prazer no que Ele tem prazer.

6-Na lei, a impureza é contagiosa; na graça, a santidade é contagiosa

(Ag 2.11,13) Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Pergunta, agora, aos sacerdotes a respeito da lei: 12 Se alguém leva carne santa na orla de sua veste, e ela vier a tocar no pão, ou no cozinhado, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outro mantimento, icará isto santi icado? Responderam os sacerdotes: Não. 13 Então, perguntou Ageu: Se alguém que se tinha tornado impuro pelo contato com um corpo morto tocar nalguma destas coisas, icará ela imunda? Responderam os sacerdotes: Ficará imunda.

O que o texto está dizendo é que, na lei, uma coisa santa se tornava impura se tocasse em algo impuro, mas uma coisa impura nã o se tornava santa porque tocou em algo puro. Em outras palavras, a lei faz com que a impureza seja contagiosa. A lei faz o pecado infeccioso. Paulo faz uma a irmação estonteante em 1 Corı́ntios 7. Ele diz que o cô njuge incrédulo é santi icado pelo convı́vio com o cô njuge crente.

( 1Co 7 . 14 ) Po rq u e o ma r i d o incrédulo é santi icado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santi icada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os vossos ilhos seriam impuros; porém, agora, são santos.

O que Paulo diz é que, debaixo da graça, a santidade é contagiosa. Cada ilho de Deus precisa estar consciente de que a bênção de Deus está sobre a sua casa por causa dele.
A primeira coisa que o Senhor fez depois de pregar o Sermão do Monte foi puri icar um leproso. O Senhor tocou o leproso, mas, em vez de icar impuro, foi sacerdote da lei jamais poderia tocar um leproso, mas o sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque toca o leproso e ele se torna limpo. Na graça, nó s transmitimos pureza. (Mt 8.1,3)

7-A lei nos desa ia a fazer; a graça nos desa ia a crer

Lei e graça são opostos entre si assim como fazer e crer são antagô nicos. Ou vivemos pela lei ou vivemos pela graça, mas não podemos viver pelos dois.

(Rm 10.4,6) Porque o im da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê. 5 Ora, Moisés escreveu que o h o m e m q u e p r a t i c a r a j u s t i ç a decorrente da lei viverá por ela.6 Mas a justiça decorrente da fé assim diz: Não perguntes em teu coração: Quem subirá ao céu?, isto é, para trazer do alto a Cristo;

O Velho Testamento era baseado na lei, e a lei é completamente baseada na obediê ncia. Mas o Novo Testamento é baseado na obra de Cristo, não naquilo que você faz ou fez, no seu merecimento ou obediência, mas na obediência de Cristo. Então, o que se quer de mim é que eu apenas creia.
Os da fé são abençoados, e os que vivem pelas obras da lei são amaldiçoados

(Gl 3.9) Abraão creu e foi abençoado; portanto, todos os que crêem são abençoados como ele foi. {NTLH}

Este é o motivo por que existe muita maldição no meio dos crentes. Por que há tanta maldição? Porque em vez de viver por fé em Cristo, eles ainda vivem con iados na pró pria obediê ncia. E quando você vive con iado na pró pria obediência, então cai debaixo de maldição

(Gl 3.10) Os que con iam na sua obediência à lei estão debaixo da maldição de Deus. Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Quem não obedece sempre a tudo o que está escrito no Livro da Lei está debaixo da maldição de Deus.”

Você precisa ter essa disciplina espiritual: está baseando sua vida no quanto tem obedecido ou no quanto tem crido? A obediê ncia nã o é raiz, a obediência é consequência. Quando você faz da obediência a raiz, ela vira lei, Velho Testamento. Mas quando você transforma a raiz em fé, a verdadeira fé vai resultar em obediê ncia, mas sem perceber, você obedece a vontade de Deus.

8-Lei é o nosso amor por Deus; graça é o amor d’Ele por nós

O ponto central é o amor de Deus por nó s, e não o nosso amor por Ele. Nosso amor por Ele será apenas uma resposta do a m o r q u e r e c e b e m o s . Q u a n d o entendemos que somos amados, entã o nó s o amamos.
No c o n tex to d a ú l t i ma C e i a , podemos tomar Pedro e João como dois tipos de crentes. Pedro representa aqueles que se gloriam no quanto amam a Deus, e João representa aqueles que se gloriam no quanto são amados pelo Pai.
O nome Pedro signi ica “pedra”, e nesse contexto podemos dizer que ele representa a lei. João signi ica “o Senhor é gracioso”. Na ú ltima Ceia, o Senhor disse que um deles o trairia. Pedro representa aqueles que se apó iam eu seu pró prio amor pelo Senhor, e ele rapidamente disse: “Por ti darei a própria vida”. Aqueles que se gloriam no quanto amam o Senhor estão, na verdade, con iando na carne e estã o condenados à queda. Somente a queda pode abrir-lhes os olhos para ver que aquilo que nos sustenta é o amor d’Ele por nó s.

(Jo 13.37,38) Replicou Pedro: Senhor, por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a própria vida. 38 Respondeu Jesus: Darás a vida por mim? Em verdade, em verdade te digo que jamais cantará o galo antes que me negues três vezes.

A queda é a disciplina para aqueles que con iam na sua carne, mas para aquele que con ia que é amado o Senhor promete que ele permanecerá até que Ele venha. O apó stolo João era o discıṕ ulo a quem Jesus amava. Ele se identifica dessa forma no momento da última Ceia.
Não pense que o Senhor amava mais João do que os demais, Ele amava todos igualmente. Entã o por que Joã o se identifica como o discípulo a quem o Senhor amava? Simplesmente porque ele se sentia amado. O Senhor amava a todos, mas Joã o sabia que era amado. Joã o praticava o amor do Senhor. Precisamos cultivar continuamente um senso de que somos amados.
Pedro e João São dois estilos de vida. Dois tipos de ministério. Qual dos dois você acha que enfrentou melhor a crise? No im, João estava ao pé da cruz, mas Pedro negou Jesus praguejando. Com qual deles você gostaria de se identificar? Não confie em seu pró prio amor pelo Senhor, mas descanse no amor d’Ele por você. O nosso amor por Ele é lei, mas o amor d’Ele por nó s é graça.

(1Jo 4.16) E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.

 

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