Guerra Espiritual na Nova Aliança

Guerra Espiritual na Nova Aliança

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  • 2 Sm 21.15-22

 

Ao refletir sobre essa passagem, podemos perceber como Deus trabalha numa geração para influenciar outra a fim de manifestar a sua glória. Davi e Abisai representam duas gerações. Davi representa uma geração de líderes levantada por Deus com uma unção de conquista, e Abisai representa a geração seguinte que foi treinada por Davi e que herdou a mesma unção. Essas duas gerações apontam para a geração de pais e filhos que existem hoje na igreja, aponta para pastores e obreiros, para líderes e discípulos, em fim, aponta para uma obra geracional onde cada crente deve ser um ministro.

Assim como Deus usou Davi para inspirar e treinar Abisai a matar gigantes, Deus quer nos usar para treinar a próxima geração para desfazer as obras do diabo. Estamos portanto envolvidos em uma obra espiritual, a edificação da Igreja. Não há como você sair disso, não existe tréguas. O diabo faz o trabalho dele e nós fazemos o nosso.

 

  • Cada geração tem o seu gigante

 

Precisamos ensinar a cada crente a fazer a Guerra Espiritual, mesmo nos dias da Nova Aliança. Foi à vitória sobre Golias que deu a Davi o reconhecimento diante da nação de Israel. Nesse sentido, hoje, vencer o nosso Golias também nos faz conhecidos no mundo espiritual. Cada crente precisa entender que somos treinados por meio da guerra. Um crente sem lutar batalhas da fé é alguém pouco exercitado no mundo espiritual. Mais que dar a você alguma coisa ou vitória Deus quer lhe ensinar a lutar. Contudo, não basta somente identificar os inimigos, é preciso usar a nossa autoridade espiritual por meio da oração, porque é assim que vamos subjugá-los. Cada crente tem o seu gigante, ou seja, seu desafio.Para alguns irmãos é a vida financeira que é um gigante, para outros a guerra esta no matrimônio, outros ainda enfrentam luta contra o pecado, ou mesmo na célula.

Não compare o seu gigante com o do vizinho, vença o seu. Não fique avaliando a guerra do outro, lute a sua. Também não entre em guerra que você nao foi chamado. Vença somente os gigantes a quem Deus chamou você para lutar. Não fique analisando o porquê da guerra, simplesmente lute! Não caia no laço de procurar a brecha para a luta. O diabo não precisa de brecha para nos atacar. Esse é o trabalho dele e ele o fará. Faça o seu trabalho.

 

 

  1. Cada geração tem os seus valentes

Quando afirmo que cada geração tem os seus valentes, é porque creio que Deus levanta pessoas e ministérios específicos para enfrentar resistências espirituais que ainda não foram confrontadas no mundo espiritual e por isso essas forças malignas continuam atuando. A primeira vez que Davi enfrentou um gigante ele não sabia como fazer, ninguém antes tinha vencido um gigante com uma funda, foi algo inédito. Mas, com o tempo, esse episódio também se tornou história, e foram surgindo outros gigantes para serem vencidos.

 

  • 1 Cr 11.9

 

Isso significa que por um lado precisamos vencer os nossos próprios gigantes mas por outro precisamos treinar a próxima geração para matar os gigantes que virão contra eles. Não somente na vida da igreja, mas em todas as áreas de nossas vidas. Como pais precisamos treinar os nossos filhos para matar os gigantes deles. Precisamos ensina-los a enfrentar o mundo e não cria-los em uma redoma. Como maridos precisamos deixar que nossas esposas vençam suas próprias guerras. Muitos falham em querer resolver tudo para o outro e o resultado é um cônjuge fraco para a peleja.

Pastores não foram chamados para resolver problemas de suas ovelhas mas para ensinar as ovelhas a se tornarem resolvedores de problemas. Isso faz você crescer em Deus. Vencemos nossas guerras mas treinamos outros a vencerem as guerras deles. Isso serve para o nosso trabalho, escola e igreja. Como pastor eu treino os valentes a vencer suas próprias guerras. No caso de Davi estes discípulos se chamaram: Os valentes de Davi.

Esse termo “valente” significa “homem de coragem”, pois eram homens corajosos e enfrentaram inimigos fortes. Em (1 Cr 12), encontramos a descrição desses valentes quando eles vieram se ajuntar com Davi. Essa descrição mostra que não eram homens comuns, eram homens de guerra (1 Cr 12.1-14). Entre os valentes de Davi, encontramos novamente o nome de Abisai, o mesmo descrito no texto de 2 Samuel 21, que matou o gigante que Davi não venceu. Abisai era irmão de Joabe, o capitão do exército de Davi. Ambos eram sobrinhos de Davi e eram homens de guerra (2 Sm 23.18). A eficiência desses homens não era apenas devido às suas habilidades na guerra, mas também porque receberam do mesmo espírito que estava sobre a vida de Davi (1Cr 12.18).

Davi tinha uma influência em seu reino, mas também em sua família. Ele tinha filhos, sobrinhos, irmãos envolvidos na guerra. Isso fala de influência. De um valente, Deus levanta muitos. Um líder levantado por Deus pode mudar a história de uma guerra. Temos aqui um princípio espiritual muito importante, o princípio da multiplicação de líderes. A bênção de Deus estava sobre Davi, mas o trabalho de expansão do reino de Israel não estava apenas em suas mãos, mas na do exército de Israel.

Isso se aplica a nós hoje, pois não fazemos a obra de Deus sozinho. Nossos discípulos precisam de nós para ser treinados na batalha espiritual, e nós também precisamos deles para lutar conosco, para ser enviados a lugares aonde não vamos e para enfrentar gigantes que não enfrentaremos. Hoje, quando a igreja investe em treinamento de líderes: Cursão, CTL, Seminário estamos levantando os novos valentes. Isso não tem relação apenas com as células mas com a próxima geração. No ministério com missões, no treinamento de líderes, nos cursos de casais, nos encontros com Deus, é preciso entender que é um investimento para o reino de Deus.

 

  • Uma geração estabelece o padrão para a próxima 

 

Um padrão é um modelo. Ele serve como referencial para reproduzir outros. Quando Deus levanta um valente numa geração, o alvo é reproduzir outros nesse mesmo padrão. No dia em que Davi derrotou Golias, ele estabeleceu um novo padrão em Israel. Esse padrão era: matar gigantes. O padrão continua: precisamos continuar matando gigantes, ou seja, enfrentando desafios. Não pare. Não se acomode. Não se adapte a este mundo. Não se contente com a média, com o mínimo, com a doença, com o casamento ruim, com os filhos desviados, com o salário baixo, com as latas vazias.

A guerra espiritual na Nova Aliança começa e termina em sua mente.

Primeiro de tudo, é preciso entender que não podemos ter um ministério sem padrão. Quando a igreja investe em missões, em treinamento de líderes e valoriza os líderes, três coisas importantes acontecem: primeiro, os pais começam a valorizar também os seus filhos e o potencial de Deus na vida deles; segundo, os líderes se sentem valorizados e motivados para realizar um trabalho com qualidade; e terceiro, as pessoas são atraídas para a vida da igreja, porque elas entendem que têm valor para Deus. Uma vez que esses vínculos são estabelecidos, que o padrão está colocado as crianças vão crescer e aprender conosco o que é ser igreja, os jovens desejarão servir a Deus e os adultos vão viver bem melhor. 

Jesus estabeleceu um padrão para o seu discipulado (Mt 10.8). Esse padrão permanece até hoje. Todavia, não é um padrão apenas para pastores, e sim para todos os discípulos de Jesus, incluindo homens, mulheres, jovens e crianças. Em ( Jo 17), Jesus nos mostra o modelo de um líder intercessor. Jesus não apenas ensinava os seus discípulos, mas também orava por eles, para que pudessem ser bem-sucedidos assim como Ele foi. O padrão de Jesus pode ser alto para alguns, mas ele é o padrão da Bíblia, e Ele mesmo o estabeleceu para nós. Portanto, ser um discípulo não é apenas um alvo a ser alcançado, antes de tudo, é o ponto de partida para o nosso ministério.

 

  • Os valentes são reconhecidos pela sua filiação

 

No Evangelho de Mateus, encontramos não apenas a filiação de Jesus, mas também a sua genealogia para comprovar a sua origem. Encontramos esse mesmo princípio de filiação no texto de ( 2 Sm 21), que descreve a filiação dos valentes que lutaram com Davi. Porém, é interessante observar que, quando a Bíblia descreve os gigantes, a descrição se restringe à sua aparência. Aparência aponta para aquilo que é meramente humano, cuja fonte é uma habilidade natural, enquanto a filiação fala de origens, de DNA, de herança espiritual, que são transferidos de pais para filhos.

Portanto, não importa a sua aparência, e sim a sua filiação: Quem gerou você em Cristo? Quem o ensinou a manejar a espada? Os gigantes sempre têm aparência, mas os valentes de Deus têm a unção. Por isso, quando a Bíblia vai descrever os valentes de Davi, ela não se preocupa em falar de sua aparência nem de suas armas, apenas da filiação (2 Sm 21.17,19). 

Filhos espirituais são gerados no discipulado.

Este é o propósito do discipulado na igreja. Embora nós não discipulamos filhos de outros, cremos que, ao ensiná-los, podemos liberar sobre elas a unção de Deus que está sobre nós. Davi tinha um exército poderoso porque ele era um homem de visão. Assim, ele investiu na geração mais nova: jovens, adolescentes, juvenis e crianças. Isso é evidente na Bíblia, pois o texto bíblico menciona dois de seus sobrinhos, Abisai e Jônatas. Eles estavam entre os valentes que venceram aqueles gigantes.

Filhos repetem o ensino de seus pais. Filhos trabalham para a Casa e não para si próprios. Filhos se alegram no sucesso dos pais. Filhos sabem que vão herdar a herança dos pais. Você tem sido um filho espiritual?

 

  • Os valentes fluem na mesma unção

 

Fluir na mesma unção dos nossos pais espirituais não é automático. Contudo, com certeza, se tem alguém que tem maior probabilidade de experimentar isso, esses são os nossos filhos espirituais. Os filhos espirituais são aqueles que geramos em Cristo com oração; aqueles que ensinamos, treinamos e discipulamos. Acredito que, dentro daquele contexto de Israel, Davi cumpriu o propósito de levar os seus liderados e fluir na mesma unção que ele tinha. Davi tinha sobre ele a unção de rei, que lhe dava ousadia para enfrentar inimigos e também autoridade para conquistar territórios.

Para receber uma unção, é preciso ter uma atitude de submissão em relação àqueles que têm a unção. Esse princípio espiritual está presente na aliança que Davi fez com esses homens. Ao se submeterem a Davi, eles estavam reconhecendo a sua unção e se submetendo a ela. Quando você se submete a uma pessoa levantada por Deus, você precisa reconhecer a unção de Deus que está sobre ela, e não apenas a sua posição. Uma coisa é certa: Deus levanta líderes, mas somos nós quem os treinamos.

A verdade é que estamos em guerra! Existe hoje uma ação maligna e maciça no mundo agindo para formar a mentalidade do anticristo. Estamos aqui para conquistar o coração das pessoas para Cristo, isso inclui as crianças, os adultos e idosos. Temos à nossa frente uma geração para alcançar e para treinar, e precisamos prepará-la bem, porque estamos debaixo de uma ordem divina.  Aceite o desafio de ser treinado no Cursão, CTL e Seminário. Aceite o desafio de envolver-se e ser parte de um exercito que vai fazer a colheita final antes da volta do Senhor.

Ainda há tempo de mudar o fim da história! É bom lembrar-nos de que a Bíblia encerra o texto de 1 Samuel 21 descrevendo as obras dos valentes de Davi. Certamente, um dia, nós também conheceremos aquilo que foi registrado a respeito das nossas obras (2 Sm 21.22).

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